Exposição Linha Imaginária

A Fundação Aga Khan Portugal, em parceria com a Câmara Municipal de Sintra, volta a ocupar o MU.SA – Museu das Artes de Sintra, depois do sucesso da exposição «Silêncio no Lugar Presente», em 2020, surgindo, agora, com uma renovada proposta em torno da produção artística enquanto representação cosmopolita do concelho com a exposição Linha Imaginária.

A periferia é um grande corpo narrativo que encontra nas artes urbanas os meios de expressão de valores e verdades que marcam o aglomerado de vivências que constituem o quotidiano das suas ruas. É nela que se vive nesta imanência da criação, nesta emergência que contesta a Linha Imaginária que pode isolar e circunscrever os espaços – seja em geografias ou em acessos – e reclama para si o lugar de protagonismo, o lugar de fala.

Nascida como rutura, a arte produzida a partir da periferia urbana é plural, ousada, bela e efémera; vive no anonimato e reinventa para si os lugares de exposição. Uma arte que cresce e se diversifica no traço do desenho, na intervenção da letra, nas imagens que captam e se apropriam de muros, telas, comboios e caminhos, numa linha imaginária que converge a partir da margem e a desloca para outra centralidade.

A Linha Imaginária, enquanto exposição coletiva, reúne as criações de mais de duas dezenas de artistas. As suas artes estão imbuídas de uma urbanidade que com ela dialogam, contestando-a e renovando-a através do seu discurso artístico. A exposição contará com trabalhos de Adilson Monteiro, Blac Dwelle, C Marie, Carlos Stock, Diogo Carvalho, Diogo Ferreira, Fidel Évora, Filipa Bossuet, Inês Santos, Julia Blochtein, Kapulana San, Lukanu Mpasy, Moami, Nastia Kazmina, Onun Trigueiros, Queragura, Rappepa Bedjo Tempo, Sepher Awk.

Duba e o Cascais Fight Center

Os «Projetos de Inovação Comunitária» – uma metodologia que a Fundação Aga Khan Portugal tem desenvolvido e implementado ao longo dos anos – são oportunidades de concretizar as ideias que fervilham na comunidade. Neste vídeo, partilhamos a história do José Barradas (mais conhecido por “Duba”) que, depois de cedo deixar a escola, conseguiu tornar-se, por três vezes, campeão europeu de Muay Thai e campeão do mundo, em 2012. Em 2014, num concurso de ideias promovido pela Fundação Aga Khan, com parceiros locais, Duba (que era já uma referência para os mais jovens do seu bairro) encontrou a oportunidade de avançar com o sonho de construir um espaço onde crianças e jovens pudessem, em conjunto, descobrir o desporto.

«O objetivo era trazer os benefícios do desporto para as crianças do meu bairro»

– José Barradas (Duba)